Fundador da Associação de Orquidófilos de Foz do Iguaçu (AOFI), em 2003, dedicou-se com paixão à educação ambiental por mais de duas décadas, promovendo exposições, oficinas e ações sociais que uniram sustentabilidade, inclusão e valorização da natureza.
Renata Thomazi
Nascido em 6 de janeiro de 1935, em Piracicaba (SP), Rubens se formou em Eletrotécnica e Mecânica na Escola Fernando Costa. Com múltiplas habilidades, ele foi músico, artista plástico, botânico e fotógrafo. Atuou como técnico em almoxarifado, profissão que o levou, nas décadas de 1960 e 1970, a trabalhar na construção de usinas hidrelétricas por todo o Brasil, como na Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, em São Paulo.
Em 1980, mudou-se com a família para Foz do Iguaçu, para trabalhar na Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. Servidor de carreira, trabalhou por mais de 30 anos na Itaipu dentro do setor de almoxarifado. Construiu ali uma trajetória marcada pela confiança, amizade e respeito mútuo entre colegas e demais servidores.

Rubens Thomazi foi um dos grandes entusiastas da preservação ambiental em Foz do Iguaçu. Fundador da Associação de Orquidófilos de Foz do Iguaçu (AOFI), em 2003, dedicou-se com paixão à educação ambiental por mais de duas décadas, promovendo exposições, oficinas e ações sociais que uniram sustentabilidade, inclusão e valorização da natureza. Seu trabalho gerou impacto positivo duradouro na comunidade, sendo reconhecido oficialmente em 2015, quando a AOFI foi declarada entidade de Utilidade Pública pela Câmara Municipal, coroando sua liderança e dedicação exemplar.

Como artista plástico, Rubens se destacava pelas pinturas a óleo e, especialmente, pelos presépios dinâmicos, que o tornaram presença marcante nas edições da Exposição de Presépios do Ecomuseu de Itaipu. Por anos consecutivos, foi premiado por suas obras que homenageavam a tradição cristã e as manifestações populares, combinando técnica minuciosa, movimento mecânico e simbolismo religioso, encantando gerações em Foz do Iguaçu e região.

Rubens também foi empreendedor no bairro Itaipu A, onde se tornou uma figura icônica. Manteve diversos negócios ao longo da vida e era especialmente conhecido pelo empreendimento Chaves São Francisco, que além de oferecer atendimento como chaveiro, realizava consertos de eletrodomésticos e utensílios, sempre com atendimento acolhedor e eficiente à clientela fiel. Ele lutou contra o câncer de pele por quase uma década. Venceu essa batalha com coragem, mas, nos últimos anos, enfrentou com a mesma dignidade os desafios do Alzheimer, doença que, aos poucos, silenciou sua memória, mas jamais apagou o legado de afeto, criatividade e generosidade que deixou na vida de todos que o conheceram.
Uma linda história que jamais será apagada!




